Turquia, a última fronteira

O Centro de Ajuda chegou a Istambul no início de 2015 e já inaugurou a primeira igreja

Nos últimos 10 anos, a Turquia emergiu como força regional no Médio Oriente e procurou ampliar a sua influência. A região é conhecida pelas suas ditaduras e monarquias absolutistas, mas das urnas veio um facto novo, que pode provocar mudanças geopolíticas significativas.

No dia 7 de junho, cerca de 50 milhões de cidadãos da Turquia elegeram um novo parlamento, tirando do AKP, como é conhecido o Partido da Justiça e Desenvolvimento, a maioria que desfrutava desde 2002.

O resultado enfraquece o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, principal nome do AKP, e coloca em dúvida a capacidade da Turquia de continuar a sua ascensão no Médio Oriente.

Novas eleições antecipadas estão marcadas para 1 de novembro, depois do fracasso das negociações para a formação de um governo de coligação.

A situação interna turca

A Turquia tornou-se numa parceira estratégica dos Estados Unidos e da Europa e uma potência económica, que cresceu numa década a uma média de 5,3%.

Contudo, na lista da Classificação da Perseguição Religiosa de 2015, a nação aparece pela primeira vez como um país no top 50 da perseguição, com 52 pontos, ou seja, na 41ª posição. O principal motivo de perseguição na Turquia é o “extremismo islâmico”, mas o “Nacionalismo religioso” também desempenha um grande papel no aumento da perseguição.

A juntar-se à incerteza política estão as ameaças quase sem precedentes à segurança nacional turca.

A Turquia, que é candidata a ingressar na União Europeia, está em estado de alerta desde que lançou uma “guerra sincronizada ao terror” em julho, que incluiu ataques aéreos contra combatentes do Estado Islâmico na Síria e militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que lutam pela autonomia dos curdos, no norte do Iraque, e ainda deteve centenas de supostos militantes.

Desde, então, a nação tem sofrido vários atentados terroristas que têm causado centenas de mortos.

A ironia é que, são exatamente os combatentes do PKK que têm sido considerados os mais eficientes contra o avanço do Estado Islâmico, pelos EUA. E o acordo de Ancara com Washington prevê a criação de uma faixa livre dos combatentes ao longo de toda a fronteira da Turquia, justamente o território ocupado pelos curdos. Assim, ao mesmo tempo em que quer afastar o EI das suas fronteiras, a Turquia teme que o controlo desse território seja o embrião de um estado independente curdo, que fatalmente abarcaria parte do seu território.

O drama dos refugiados

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assassinou 3.221 pessoas na Síria, desde que proclamou um califado neste país e no Iraque, no final de junho de 2014, indicou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Na maioria dos casos, as vítimas do EI foram executadas a tiro, decapitadas, lapidadas, queimadas vivas ou lançadas de edifícios.

Ao fugir deste horror ou da miséria, quase 3 mil pessoas já morreram na perigosa travessia entre a Turquia e a Grécia, vítimas em naufrágios no Mar Egeu. E após a sucessão de mortes na travessia marítima até às ilhas helénicas, os refugiados tentam agora chegar à Europa por terra. Mais de dois mil refugiados, esperam perto de Edirne, a última grande cidade turca antes de chegar à fronteira terrestre com a Grécia. Mas Atenas não permite que ninguém passe.

A Turquia acolhe mais de dois milhões de migrantes, mas apenas 260 mil vivem em campos de refugiados, onde a maioria das necessidades básicas pode ser satisfeita, um peso grande sobre as instituições e a sociedade turcas.

O porto seguro

O Centro de Ajuda chegou à Turquia no início de 2015. Estes poucos meses de trabalho, entretanto, foram suficientes para provar o poder da Fé e a força que o Próprio Deus dá àqueles que levam uma palavra de alívio aos sofridos.

No dia 27 de setembro, foi inaugurado o primeiro Centro de Ajuda naquele país, na cidade de Istambul. Estiveram presentes na inauguração muçulmanos, turcos, curdos, guineenses, filipinos e brasileiros. A reunião foi ministrada nos idiomas de Português, Turco e Inglês.

Na oportunidade, o Pastor Roberto Azevedo, responsável pelo trabalho evangelístico no país, falou sobre como se obter a verdadeira paz, numa altura em que o país vive momentos de grande tensão e a população com medo e sem paz, devido aos constantes ataques terroristas. “A paz vem pela obediência à Palavra de Deus. E Abraão foi um exemplo disso”, afirmou.

No término do evento, o orador realizou uma oração em favor dos governantes e de toda a população turca, segurando a bandeira do país.

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